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Ana Carolina Eiras Coelho Soares

Atualizado em 27/01/17 14:12.

Fontes, teses e publicações sobre gênero em goiás: catalogação e descrição de acervos

 Este projeto tem como intuito pesquisar fontes, teses e publicações presentes na região de Goiânia e cidade de Goiás a respeito da temática de Gênero. A importância deste empreendimento reside na possibilidade de um rastreamento sistemático de fontes históricas disponíveis para o desenvolvimento de futuras pesquisas acadêmicas bem como a realização de um levantamento sobre a produção intelectual desenvolvida a respeito desta temática na região. O projeto vincula-se ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Gênero da Faculdade de História e pretende organizar uma base de dados para cidadãos e pesquisadores interessados nas questões de gênero e subsidiar ações voltadas para a valorização e preservação desta documentação.

 

Violências consumidas entre falas e silêncios: leitoras, leitores e leituras das desigualdades nas relações de gênero na literatura de best-sellers

Nesse projeto proponho contribuir para o debate dos discursos e noções sobre “violência” e “prazer” através do enfoque dos estudos de gênero analisando romances best-sellers de venda no Brasil e outros relatos escritos sobre a percepção das relações amorosas de meados do século XX aos dias atuais, buscando perceber as construções narrativas das noções de prazer e violência e articulando-as às construções sociais primárias entre os gêneros. Os best-sellers revelam uma edificação das expectativas almejadas sobre os comportamentos de gêneros, possuindo uma divulgação em massa e propagação de ideiais sentimentais e sociais historicamente construídas. Se os livros que as mulheres e os homens leem ensinam que é preciso “bater para excitar”, “dizer não para dizer sim”, “resistir e conquistar”, é preciso que seja realizada uma análise histórica e antropológica dessas obras, suas/eus autoras/es, da leitura e das/os leitoras/es para compreender como se constroem essa articulação de uma literatura, que vende e é consumida em larga escala, a despeito dos esforços e políticas públicas feministas, ainda propagando um amor que tem em suas bases uma aceitação da inferioridade feminina e de uma certa violência do masculino, inclusive de dominação no ato sexual. "Mas ele diz que me ama" é a justificativa literária mais recorrente para atenuar descrições de gestos e falas extremamente violentas que simbólica, e muitas vezes fisicamente, diminuem o espaço de igualdade nas relações amorosas e sexuais entre os gêneros. Com isso, tem-se uma "pedagogia de sentimentos" na literatura romântica e erótica do século XX que ensina como se deve amar, se excitar e fazer sexo. É preciso pensar em como a violência está intrínseca ao jogo do simbólico literário.

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