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Luciane Munhoz de Omena

Atualizado em 27/01/17 16:38.

Memória e luto: a simbologia da morte no logos filosófico de Lúcio Aneu Sêneca em diálogo com os vestígios materiais

Este projeto tem como objetivo compreender as representações da morte e suas relações com a memória a partir dos túmulos, procissões funerárias e do luto no logos filosófico de Lúcio Aneu Sêneca, em diálogo com os vestígios materiais, investigando o impacto da morte na corte romana na dinastia Júlio-Cláudia. Para tanto, traçaremos algumas reflexões críticas acerca dos rituais mortuários, pois, tal como entendemos, os funerais transformavam-se em espetáculos de poder em todo o império. Torna-se, então, relevante analisar a procissão funerária e seu desenrolar no espaço urbano, pois, juntamente com seus integrantes, os símbolos e as insígnias incorporavam um cerimonial teatralizado, que colocava em cena o morto na estrutura de poder e sua posição nas gerações da família. Entretanto, devemos também nos concentrar nas dimensões mais particulares e emocionais da lembrança dos mortos, à medida que o túmulo poderia se tornar um espaço de peregrinação e reverência, uma casa ou santuário para os mortos; além disso, as associações dos mortos com as divindades e seus atributos mantinham não apenas o seu nome vivo, mas cumpriam as necessidades emocionais dos sobreviventes. A partir daí, traçaremos reflexões sobre os comportamentos femininos aristocráticos em relação ao luto prolongado e, dessa forma, analisando a prática da uirtus, compreenderemos a criação de normas de conduta feminina para a expressão pública da dor, bem como a inserção de dimensões mais particulares e emocionais no modo como se lembravam dos mortos na corte imperial romana.

 

Morte e memória no Império Romano à época do principado (27 a.C. a 192 d. C.)

Objetivamos estudar as relações entre morte e memória na sociedade romana a partir da simbologia da morte, túmulos e procissões funerárias em narrativas textuais e vestígios materiais, investigando o impacto da morte na corte romana nas três primeiras dinastias: Júlia-Cláudia, Flávia e Antonina. Para tanto, traçaremos algumas reflexões críticas acerca dos rituais mortuários, pois, tal como entendemos, os funerais transformavam-se em espetáculos de poder em todo o império. Torna-se, então, relevante analisar a procissão funerária e seu desenrolar no espaço urbano, pois, juntamente com seus integrantes, os símbolos e as insígnias incorporavam um cerimonial teatralizado, que colocava em cena o morto na estrutura de poder e sua posição nas gerações da família. Devemos também nos concentrar nas dimensões mais particulares e emocionais da lembrança dos mortos, à medida que o túmulo poderia se tornar um espaço de peregrinação e reverência, uma casa ou santuário para os mortos, e as associações dos mortos com as divindades e seus atributos, manteriam não apenas o seu nome vivo, como também cumpririam as necessidades emocionais dos sobreviventes. A partir daí, traçaremos reflexões acerca dos comportamentos femininos aristocráticos em relação ao luto prolongado e, dessa forma, analisando a prática da uirtus, compreender a criação de normas de conduta feminina para a expressão pública da dor e a inserção de dimensões mais particulares e emocionais no modo como se lembravam dos mortos na corte imperial romana.

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