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Luiz Sérgio Duarte da Silva

Atualizado em 27/01/17 16:39.

Filosofia da História e Teoria da Fronteira no Ensaio Latino-Americano: pluralismo e desenvolvimento

Há uma filosofia da história (especulativa e crítica) no ensaio modernista latino-americano do século XX. O gênero misto é importante como registro de esforços de produção de discursos identitários e orientadores, como marco do pensamento histórico no Novo Mundo e como experimento interpretativo inovador. Nele foi produzida uma teoria da fronteira de caráter historicista (uma teoria da modernização, uma sociologia histórica do moderno na periferia, uma história da transculturação). Como estilo de pensamento neo-barroco (ciência e arte do Extremo-Ocidente), como construto discursivo sobre a originalidade do sub-continente, como intento de construção de um espaço público ele é, sobretudo, uma discussão sobre a pluralidade dos processos de racionalização. O projeto é apoiado pela Fundação Humboldt e me levou para Las Palmas, Madrid, México, Buenos Ayres, Essen, Berlin, Eichstaett, e Heidelberg. Está relacionado à minha pesquisa sobre "Narrativa e Experiência Histórica na Teoria e na Filosofia da História Contemporâneas" (registrado como " O Debate do Pós-Moderno").

 

Narrativa e filosofia da história: o debate pós-moderno

Trata-se de possibilitar o debate sobre a história no início do século XXI. O momento de encontro e debate de três concepções (Historik, Filosofia Analítica da História e Neo-Historicismo) da relação entre pensamento histórico e modernidade. A tradição da Historik refere-se às formas de pensamento típicas da Ciência da História e que descendem do projeto da história como uma das ciências da cultura. A penetração nas ciências do espírito dos métodos e formas de consideração típicas das ciências sociais, a chamada História Social, foi possível graças ao desenvolvimento de uma teoria da ciência da história (Droysen) e à solução epistemológica weberiana. A assunção do caráter híbrido do método das ciências da cultura (a junção de interpretação e controle empírico em um projeto de conhecimento que se quer formal, comparativo e compreensivo) e a reflexão sistemática sobre as várias dimensões (epistemológica, teórica, metodológica, estética e ética) do pensamento histórico na era de sua modernização produziu um projeto de conhecimento que apresenta-se como herdeiro dos intentos iluministas de fundamentação argumentativa e exposição controlada do conhecimento dos fenômenos simbólicos]. Tal herança é assumida sem prejuízo da ênfase metódica e sem abrir mão dos intentos de defesa da consciência histórica (princípio relativizador que fornece a especificidade da modernização do pensamento histórico) que caracterizaram o historicismo. O Neo-Historicismo se vêcomo um retorno àtradição das ciências do espírito. O historicismo, renovado por uma crítica que o quer livrar de seus pressupostos essencialistas, se apresenta como modelo para a reabilitação da narração. A exposição narrativa dos acontecimentos (a valorização dos aspectos retóricos contra as pretensões de explicação teórica), a atenção aos fenômenos da linguagem (a aplicação da teoria da metáfora ao estudo da historiografia e a preocupação em situar como ato de fala relacional, inscrito em uma língua específica).

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