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Luciana Lilian de Miranda

Atualizado em 18/12/17 15:42.

O pensamento modernista espiritualista brasileiro, 1919-1929

O projeto de pesquisa visa problematizar o pensamento da corrente modernista espiritualista brasileira; o Grupo Festa, nos anos de 1919-1929. Nesse sentido, ao recuperar as produções dos integrantes dessa corrente, buscamos analisar a atuação dos intelectuais enquanto mediadores culturais e as suas redes de sociabilidade no Rio de Janeiro nas duas primeiras décadas do século XX.

Divergindo da tendência vanguardista, havia um segmento que se identificava com valores mais tradicionais. Herdeiros da visão paradigmática difundida nos Sertões de Euclides da Cunha, de valorização da terra, da natureza e das gentes do sertão, essa elite intelectual defendia os valores da ruralidade.

A corrente espiritualista encontrava-se vinculada a esta matriz mais tradicionalista do pensamento brasileiro. Enquanto os autores da vertente primitivista paulista buscavam explicar o Brasil a partir das suas origens, aspirando construir a identidade nacional de seu povo; os espiritualistas almejavam compreender a modernidade e indagar sobre o destino do homem, sem romper completamente com o passado.

Formado em torno dos escritores Tasso da Silveira (1895-1968) e Andrade Murici (1895-1984), no Rio de Janeiro, o grupo espiritualista fundou aRevista Festa (1927-1929; 1934-1935), dentre outras publicações.

Em contraste com as correntes vanguardistas da época, os escritores dessa vertente deixaram o seu legado pelas reflexões e poesia imbuídas de elementos espirituais ancorados nos valores do catolicismo. Importante ainda, situar esses intelectuais num campo político maior vinculado a um período de crítica ao liberalismo e ao crescimento do autoritarismo católico ou não-católico no Brasil.

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