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História e Literatura no Brasil da Revolução de 1930. Exploração, Existência e Desespero: os trabalhadores no neorrealismo literário brasileiro da década de 1930

Atualizado em 26/04/20 12:49.

O neorrealismo do “Romance de 30” no Brasil como documento historiográfico. Escritores e trabalho intelectual na década de 1930. Escritores nacionalistas (comunistas e católicos) e espaços institucionais de cultura (jornais, revistas, editoras e livrarias). Política e ideologias de classe no romance (Georg Lukács, Lucien Goldmann e Jacques Leenhardt). “Visão de mundo” e classes sociais (Karl Mannheim e Lucien Goldmann). “Narrar ou descrever”: polêmicas marxistas sobre o realismo na literatura (Lukács e Adorno). Autores, personagens e enredos: determinações (Lucien Goldmann e João Bernardo). Literatura, gênero e classe social – a mulher trabalhadora. História e Literatura na geografia dos sertões e das cidades do capitalismo brasileiro da Revolução de 30. A Revolução de 30 e a organização industrial do capitalismo brasileiro. Getúlio Vargas e o nacionalismo corporativista. Classes sociais e política nos “sertões” do capitalismo brasileiro: lutas sociais e frente nacional-aliancista. Estado nacional e organização das condições gerais de produção (João Bernardo) na formação social capitalista brasileira da década de 1930. Força de trabalho, alienação e realização do Valor (Marx). Industrialização: campo (usinas) e cidade (fábricas). Trabalhadores camponeses, operários e demais trabalhadores urbanos: a narrativa literária da força de trabalho diante da expropriação capitalista. Necessidade e determinação nos cemitérios do latifúndio e nos necrotérios das cidades do valor: personagens, existência e desespero no “cotidiano das sobrevivências humilhadas” (Raoul Vaneigem). O escritor e os personagens: trajetórias político-institucionais de realidades históricoliterárias em oito estudos de caso. Os romances neorrealistas de: Amando Fontes (Aracaju, SE) – Os Corumbas (1933); Patrícia Galvão (São Paulo, SP) – Parque industrial (1933); Lúcio Cardoso (Pirapora, MG) – Maleita (1934); José Lins do Rego (“Usina Bom Jesus”, Rio Paraíba, PB) – Usina (1936);
Dyonélio Machado (Porto Alegre, RS) – Os ratos (1935); Ranulpho Prata (Santos, SP) – Navios iluminados (1937); Graciliano Ramos (“Sertão”, AL) – Vidas secas (1938); e Marques Rebelo (Rio de Janeiro, RJ) – A estrela sobe (1939).